94% acredita ter as vacinas em dia. Será que sim?

Para assinalar a Semana Europeia da Vacinação, que este ano se comemora de 24 a 30 de abril, o Movimento Doentes Pela Vacinação (MOVA) realizou um inquérito para avaliar as perceções da comunidade sobre vacinação e a sua importância, ao longo da vida.

  •  94,3% dos inquiridos acredita ter as suas vacinas em dia e 89,1% considera-as fundamentais na prevenção de doenças graves.
  • 87,4% das pessoas afirmou saber para que doenças deve estar vacinado na sua idade apesar de, nas idas ao médico, apenas 48% falar sobre vacinação.
  • Entre os inquiridos pertencentes ao grupo com risco acrescido de contrair Pneumonia, apenas 44,62% tinha sido aconselhado a vacinar-se contra a doença.
  • Pneumonia e Raiva no fundo da tabela das doenças para as quais os inquiridos sabem haver vacina.

 

As celebrações da Semana Europeia da Vacinação (24 a 30 de abril), este ano sob o tema “heróis da vacinação”, servem, mais uma vez, de mote para que o MOVA se dirija à população, aos profissionais de saúde e aos governantes, para os sensibilizar sobre a importância da vacinação.

«A vacinação deve ser uma preocupação de todos, e deve estar presente em todas as fases das nossas vidas», explica Isabel Saraiva, fundadora do MOVA, vice-presidente da Respira e presidente da Fundação Europeia do Pulmão. «Para ajustarmos as ações do MOVA às necessidades da população, propusémo-nos a avaliar as perceções da comunidade sobre vacinação, através de um inquérito aos nossos seguidores e seus contactos. Os resultados falam por si: começamos, como comunidade, a ter uma boa consciência da importância da vacinação, não só nos mais novos, mas em todas as faixas etárias. Continua a haver, no entanto, algum desconhecimento entre quem devia estar mais informado, no caso, os grupos em maior risco».

Entre os inquiridos mais vulneráveis à Pneumonia (quem sofre de doenças crónicas como diabetes, asma, DPOC, doença respiratória crónica, doença cardíaca, doença hepática crónica, é doente renal ou portador de VIH ou tem mais de 65 anos), apenas 44,62% tinha sido aconselhado pelo seu médico a vacinar-se contra a doença. 55,38%, apesar de ter maior probabilidade de a contrair, não tinha sido aconselhado. Isto apesar de, do total dos inquiridos, 94,3% das pessoas acreditar ter as suas vacinas em dia, e de existir, desde 2015, uma Norma da Direção Geral da Saúde (011/2015) que recomenda a vacinação de grupos de adultos com risco acrescido de contrair doença invasiva pneumocócica (DIP).

Dados que casam com os resultados apurados quando foi solicitado que os inquiridos selecionassem as patologias para as quais sabiam haver vacina. A Pneumonia ficou na última posição. A Gripe foi a que mais se destacou (98,6%), seguida do Tétano (97,3%). Bastante mediáticos, o Sarampo registou 94,7%, a Meningite 91,1%, e o HPV 90,3%. Varicela (84,6%), Hepatite (82,1%), Poliomielite (81,4%) ocuparam as posições seguintes. A lista fechou com a Raiva (69,3%) e com a Pneumonia (66,9%).

Vacinas são fundamentais para 89,1%

Para 89,1% dos inquiridos, as vacinas são fundamentais na prevenção de doenças graves. 8,5% considerou-as importantes e 2% úteis. Boas notícias: apenas 0,5% as classificou como dispensáveis.

94,3% dos inquiridos acredita ter as suas vacinas em dia e 87,4% afirmou saber para que doenças deve estar vacinado na sua idade. Isto apesar de, nas idas ao médico, apenas 48% falar sobre vacinação. Esta discrepância pode explicar-se pela existência de outras importantes e fidedignas fontes de conhecimento e aconselhamento, como os profissionais de saúde.

A partir da adolescência, 16,3% dos adultos inquiridos afirma não lhe ter sido recomendada qualquer vacina. Números em linha com o que acontece com os inquiridos com filhos a partir dos 10 anos: entre os inquiridos com filhos com mais de 10 anos, 88,95% já tinha sido aconselhado a fazer reforço vacinal. 9,39% referiu que não e 1,66% não sabia.

Dos inquiridos com mais de 65 anos, 58% afirmou vacinar-se todos os anos contra a Gripe. 19,81% fá-lo de forma pontual e 21,62% referiu nunca o ter feito.

96,5% considera que a vacinação deve ser uma preocupação ao longo da vida mas, quando questionados sobre que faixas etárias se devem vacinar, apenas 87% selecionou todas as opções: bebés, crianças, adolescentes, jovens adultos, adultos e idosos. Uma percentagem alta mas, ainda assim, com margem para melhorar.

A vacinação ao longo da vida é uma das bandeiras do MOVA. Fundado há dois anos pela Respira, durante a Semana Europeia da Vacinação, com o apoio da Fundação Portuguesa do Pulmão e do GRESP, e no seguimento de entradas de referência como a Liga Portuguesa Contra a Sida, a Associação Portuguesa de Asmáticos e a Associação Portuguesa de Insuficientes Renais, o MOVA deu, recentemente as boas-vindas à FPAD – Federação Portuguesa de Associações de Pessoas com Diabetes.

«Somos, neste momento, compostos por sete entidades. Todas distintas nas patologias e nas causas que defendem, mas todas unidas num objetivo comum: a promoção dos direitos dos doentes», explica Isabel Saraiva, vice-Presidente da Respira e fundadora do MOVA. «No caso da vacinação antipneumocócica, causa que originou o nosso Movimento, todas as associações de doentes representam grupos de risco, e todas têm indicação para a fazer», conclui.

Ao longo da Semana Europeia da Vacinação, pode ficar a conhecer todas estas entidades, através de uma campanha composta por pequenos vídeos de sensibilização para a importância da vacinação. Pode assistir aos vídeos na página de Facebook do MOVA ou nas páginas individuais de cada associação.

 

Ficha Técnica :: Nome do Inquérito: MOVA | Perceções sobre Vacinação :: 661 respostas recolhidas entre 25.03.2019 e 16.04.2019 :: Pessoas residentes em Portugal com mais de 18 anos :: fonte primária de contacto | Página de FB MOVA

Pessoas com Diabetes juntam-se ao MOVA

Uma pessoa com Diabetes tem, no mínimo, duas vezes mais probabilidade de contrair Pneumonia. Um doente com Pneumonia que tenha Diabetes fica internado, em média, mais um dia do que um indivíduo que não sofra da doença. A mortalidade, nestes casos, também é superior. Quem tem Diabetes corre, por isso, risco acrescido de contrair doenças graves e potencialmente fatais, como a Pneumonia, uma das principais causas de morte em Portugal. Juntam-se agora ao MOVA – Movimento Doentes Pela Vacinação, através da FPAD – Federação Portuguesa de Associações de Pessoas com Diabetes.

 Quase dois anos depois de ser fundado pela Respira, com o apoio da Fundação Portuguesa do Pulmão e do GRESP, e no seguimento de entradas de referência como a Liga Portuguesa Contra a Sida, a Associação Portuguesa de Asmáticos e a Associação Portuguesa de Insuficientes Renais, o MOVA dá as boas-vindas à FPAD – Federação Portuguesa de Associações de Pessoas com Diabetes.

Movimento de cidadania, o MOVA tem como principal objetivo a sensibilização da população, dos profissionais de Saúde e dos decisores políticos  para a importância da vacinação na idade adulta.

«Somos, neste momento, compostos por sete entidades. Todas distintas nas patologias e nas causas que defendem, mas todas unidas num objetivo comum: a promoção dos direitos dos doentes», explica Isabel Saraiva, vice-Presidente da Respira e fundadora do MOVA. «No caso da vacinação antipneumocócica, causa que originou o nosso Movimento, todas as associações de doentes representam grupos de risco, e todas têm indicação para a fazer. É por isso, para nós, MOVA, um privilégio podermos contar com um apoio de peso como a FPAD, e sentir que podemos fazer a diferença na sensibilização para os riscos da Pneumonia e na promoção da sua prevenção, junto desta comunidade».

O controlo da Diabetes é fundamental na prevenção de complicações que advêm da doença, onde se incluem as pneumonias. Para além da vacinação antipneumocócica, a prevenção da Pneumonia na Diabetes passa, também pela cessação tabágica e pela vacinação anual contra a Gripe, gratuita para diabéticos desde a época 2017-2018.

A Diabetes diminui as defesas do hospedeiro e cria condições para a infecção por bactérias como o pneumococo. Um estudo a 4 anos (2009 a 2012)* revelou que a prevalência da Diabetes nos doentes internados com Pneumonia era, no mínimo, o dobro a duas vezes e meia, quando comparada com a população que não sofria da doença.

O mesmo estudo revelou que pequenos aumentos da incidência de Diabetes estavam associados a um aumento mais significativo da prevalência da Pneumonia na população internada, e que um doente com Pneumonia que também sofresse de Diabetes ficava, em média, mais um dia internado do que um indivíduo sem a doença.

Também a mortalidade se revelou superior nestes casos. De 13,5% registada nas pessoas sem Diabetes, passava para 15,2% nas que tinham ambas as morbilidades.

Ou seja, pessoas com Diabetes morrem mais de Pneumonia. Mesmo quando sobrevivem, ficam internadas mais tempo.

A par da Respira, da Liga Portuguesa Contra a Sida, da Associação Portuguesa de Asmáticos e da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais, os membros da FPAD fazem parte dos grupos que, pelas suas co-morbilidades, correm risco acrescido de contrair doenças graves e potencialmente fatais, como a Pneumonia. Tal como quem tem Diabetes, também as pessoas que sofrem de DPOC ou de Asma e de outras doenças respiratórias crónicas, assim como as pessoas cuja Imunidade esteja comprometida, ou que tenham recebido um Transplante.

É fundamental sensibilizar as pessoas. Dotá-las de conhecimento. Sabemos que 9 em cada 10 adultos com mais de 50 anos não estão vacinados contra a Pneumonia, e que a maioria não o faz por falta de aconselhamento médico**. Isto apesar de existir, desde 2015, uma Norma da Direção Geral da Saúde (011/2015) que recomenda a vacinação de grupos de adultos com risco acrescido de contrair doença invasiva pneumocócica (DIP). O MOVA quer inverter esta tendência e contribuir para a melhoria da esperança e da qualidade de vida da população. Reconhece, nos seus membros, parceiros fundamentais neste movimento de cidadania nacional.

 

Fontes:

*Diabetes – Poster ERS 2015: Prevalence and impact of Diabetes mellitus (DM) among hospitalized community-acquired pneumonia (CAP) patients: Madalena Martins, PHD; Filipe Froes, MD; José M Boavida, MD; João F Raposo, PHD; Baltazar Nunes, PHD; Rogério T Ribeiro,, PHD; m Paula Macedo, PHD; Carlos Penha-Gonçalves, PHD.

**PneuVUE®: Uma Nova Visão em relação à Pneumonia Entre Adultos Mais Velhos. Disponível em https://www.ipsos-apeme.com.

Pneumonia: estamos 100 vezes mais vulneráveis

O risco de contrairmos Pneumonia aumenta quase 100 vezes nesta altura. Um cenário agravado pelo pico da Gripe, por si só potenciadora da doença, e pelas próprias circunstâncias do nosso país onde, segundo o Observatório Nacional das Doenças Respiratórias,  se registam 57 óbitos por Pneumonia por cada 100.000 habitantes, o dobro da média na União Europeia. Portugal é, atualmente, o país europeu com maior taxa de mortalidade por Pneumonia, doença prevenível por vacinação. Mais do que tratar uma Pneumonia, devemos evitá-la e a vacinação antipneumocócica é forma mais eficaz de o fazermos.

Embora se registem casos de Pneumonia ao longo de todo o ano, é na época da Gripe que ocorre o maior número de episódios. A interação entre o vírus da Gripe e o pneumococo aumenta o risco de Pneumonia Pneumocócica em quase 100 vezes(1). A vacinação anti-pneumocócica é a melhor forma de prevenir a Pneumonia, doença que, de acordo com o o Observatório Nacional das Doenças Respiratórias, em 2015, foi responsável por 16% das mortes nos internamentos.

«Só por si, a Gripe intensifica o risco de Pneumonia.», explica José Alves, presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão. «A prevenção continua a ser a melhor solução para travar esta doença».

Os sintomas da Gripe podem ser semelhantes aos da Pneumonia e a maioria da população tem dificuldade em distingui-los podendo, por isso, subvalorizar situações potencialmente graves.

 «O conhecimento dos sintomas, o recurso atempado aos cuidados médicos e sobretudo a sua prevenção, com a vacinação contra a gripe  e a vacinação anti-pneumocócica poderão fazer toda a diferença», continua Rui Costa, coordenador do GRESP – Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias da APMGF.

Os quadros de Pneumonia e Gripe uma vez confundidos, podem atrasar a procura de ajuda médica. Tosse com expetoração, febre, calafrios, falta de ar, dor no peito quando se inspira fundo, vómitos, perda de apetite e dores no corpo são sintomas possíveis da Pneumonia, que podem surgir como complicação de uma Gripe. Devemos estar particularmente atentos a quadros de Gripe que não apresentem melhorias, ou que vão piorando de forma continuada.

No entanto, mais do que tratar uma Pneumonia, devemos preveni-la. Podemos fazê-lo em qualquer altura do ano e, no caso dos adultos, basta uma dose única. Pessoas com mais de 65 anos, ou todos os adultos que apresentem co-morbilidades crónicas como diabetes, asma, doença respiratória crónica, doença cardíaca, portadores de VIH e doentes renais, estão mais vulneráveis, e por isso têm particular indicação para a imunização.

A Pneumonia é responsável por, aproximadamente, 1.6 milhões de mortes por ano em todo o mundo, sendo, por isso, uma das principais causas de morte preveníveis através de vacinação.

Em Portugal, os custos em tratamentos e internamentos são uma média de 80 milhões de euros por ano, o que significa que, por dia, se gastam 218 mil euros. Custos indiretos, como o absentismo laboral, não estão contemplados nestes cálculos.*

 

(1) Shrestha S, et al. Identifying the interaction between infl uenza and pneumococcal pneumonia using incidence data. Sci Transl Med 2013. 5(191):191ra84.

 

*Custos Diretos dos Internamentos hospitalares de adultos com diagnóstico principal de Pneumonia Adquirida na Comunidade em Portugal Continental no período entre 2000 e 2009 (data em submissão): Froes F, Diniz A, Serrado M, Nunes B. Hospital admissions of adults with community acquired pneumonia in Portugal between 2000 and 2009. Eur Respir Journal 2013

A Pneumonia mata. MOVA promove rastreios e alerta para a prevenção.

Transversal à sociedade, a Pneumonia pode afetar todas as faixas etárias. A pneumonia tem uma elevada prevalência com um elevado impacto social, tendo como consequência mais grave a morte. Só em Portugal mata, todos os dias, 23 pessoas. Consciente do papel fundamental da sua prevenção, o MOVA – Movimento Doentes pela Vacinação organizou uma ação de sensibilização sobre a Pneumonia e os problemas com ela relacionados. Chama-se “Movimento pela Prevenção da Pneumonia” e, 12 de novembro, Dia Mundial, disponibiliza gratuitamente espirometrias, oximetrias, testes de colesterol e glicémia e testes tabágicos – todos estes testes avaliam fatores que interferem com a nossa saúde respiratória – para sensibilizar a população, os profissionais de saúde e os decisores políticos para a importância da sua prevenção.

 

12 de novembro é dia Mundial da Pneumonia e dia de lançamento da campanha “Movimento pela Prevenção da Pneumonia”. Organizada pelo MOVA – Movimento Doentes pela Vacinação, a campanha vai ter lugar entre as 10.00 e as 18.00 na Praça do Oriente, em Lisboa, com o objetivo de sensibilizar a população para a Pneumonia e para os problemas com ela relacionados.

O apelo à prevenção é a grande mensagem deste Movimento, que estará na Praça do Oriente com uma Unidade de Saúde Móvel onde uma equipa de profissionais de saúde vai realizar espirometrias, oximetrias, testes de colesterol e glicémia e testes tabágicos,  transmitir informação sobre a doença, explicar as principais formas de prevenção e esclarecer eventuais dúvidas.

A campanha é gratuita e dirige-se a toda a população, sobretudo, aos adultos com mais de 18 anos que sofram de algum tipo de doença crónica e a todas as pessoas com mais de 65 anos. O seu principal objetivo é alertar a sociedade civil, a par da comunidade científica, para a importância de prevenir a pneumonia. Pretende-se abordar as pessoas na rua, dar-lhes a oportunidade de testarem a sua capacidade respiratória e de se aconselharem com profissionais de saúde qualificados.

 Na realidade, são registados casos de Pneumonia ao longo de todo o ano mas é nesta época do ano que se registam o maior número de ocorrências. A vacinação antipneumocócica é segura e a forma mais eficaz de se proteger e prevenir a Pneumonia.

 

Grupos de Risco

Apesar de ser transversal à sociedade, há quem esteja mais vulnerável à Pneumonia. É o caso das crianças ou adultos que apresentem doenças crónicas como diabetes, asma, DPOC, doença respiratória crónica, doença cardíaca, doença hepática crónica, portadores de VIH e doentes renais. Por fazerem parte dos grupos de risco, têm indicação da DGS para se vacinarem.

Indivíduos a partir dos 65 anos, cujo sistema imunitário começa a ficar, naturalmente, mais fragilizado e suscetível a doenças infeciosas, também têm indicação médica para o fazer.

Apesar disso, as taxas de vacinação antipneumocócica são muito baixas – 9 em cada 10 adultos com mais de 50 anos revelou recentemente não estar vacinado contra a Pneumonia. Isto apesar de existir, desde 2015, uma Norma da Direção Geral da Saúde (011/2015) que recomenda a vacinação de grupos de adultos com risco acrescido de contrair doença invasiva pneumocócica.

 

Vacinação trava internamentos

A efetividade da vacinação contra a Pneumonia bacteriana pelo pneumococo ficou provada num estudo recente onde se registou uma redução de 73% dos internamentos de adultos com mais de 65 anos, imunizados com a vacina antipneumocócica.

“A vacinação deve ser uma preocupação ao longo da vida, em particular depois dos 65 anos, e em casos de maior fragilidade, como acontece com os doentes crónicos. Estudos como este reforçam o nosso apelo” explica Isabel Saraiva, fundadora do MOVA – Movimento Doentes pela Vacinação. “A redução das taxas de internamento diminuirá, naturalmente, o número de mortes associadas à Pneumonia”, acrescenta.

Também os custos ligados ao internamento – cerca de 218 mil euros diários – tenderão a diminuir significativamente.

 

Sobre o MOVA

Lançado em abril de 2017, o MOVA – Movimento Doentes pela Vacinação foi fundado pela Associação Respira, com o apoio da Fundação Portuguesa do Pulmão e do GRESP – Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Família, com o propósito de divulgar recomendações, estatutos e direitos, e sensibilizar a população, profissionais de saúde e governantes para a importância da vacinação antipneumocócica.

Um ano depois da sua fundação, o MOVA desafiou outras associações a juntarem-se a este Movimento, como a Liga Portuguesa Contra a Sida,  Associação Portuguesa de Asmáticos e a Associação Portuguesa de Insuficientes Renais.

Juntos, têm como missão ultrapassarr as barreiras e dificuldades que existem à vacinação na idade adulta, divulgarem a informação disponível e contribuírem para uma prevenção consciente da população sobre uma doença grave é potencialmente mortal. Consideram a vacinação antipneumocócica um direito fundamental e lamentam que por falta de informação, ainda estejam tantos portugueses por vacinar.

 

FONTES:

Custos Diretos dos Internamentos hospitalares de adultos com diagnóstico principal de Pneumonia Adquirida na Comunidade em Portugal Continental no período entre 2000 e 2009 (data em submissão): Froes F, Diniz A, Serrado M, Nunes B. Hospital admissions of adults with community acquired pneumonia in Portugal between 2000 and 2009. Eur Respir Journal 2013

 

McLaughlin J, et al. Effectiveness of 13-Valent Pneumococcal Conjugate Vaccine Against Hospitalization for Community-Acquired Pneumonia in Older US Adults:  A Test-Negative Design. Clin Infect Dis 2018 doi: 10.1093/cid/ciy312.

 

PneuVUE®: Uma Nova Visão em relação à Pneumonia Entre Adultos Mais Velhos. Disponível em https://www.ipsos-apeme.com.

 

Shrestha S, et al. Identifying the interaction between infl uenza and pneumococcal pneumonia using incidence data. Sci Transl Med 2013. 5(191):191ra84.