12 de novembro é Dia Mundial da Pneumonia

«É necessário dotar a população e os profissionais de saúde de consciência e o acesso à informação é a base da prevenção. Embora seja recomendada pela DGS aos grupos de adultos de risco, ainda são poucos os que já tomaram a vacina antipneumocócica. Mais do que uma questão de acesso, as baixas taxas de imunização na idade adulta prendem-se, sobretudo, com a falta de informação ou de prescrição. Prestes a celebrar o Dia Mundial da Pneumonia, o Movimento Doentes pela Vacinação quer mudar este cenário», explica Isabel Saraiva, vice-Presidente da Respira e fundadora do Movimento Doentes pela Vacinação.

Os resultados do PneuVUE®+65 são claros, no que toca à falta de consciência dos europeus. Embora 85% dos inquiridos tenha afirmado saber o que é a Pneumonia, apenas um terço (35%) sabia da existência de vacina contra esta doença. Isto apesar de se encontrarem na faixa etária com maior risco de contrair Pneumonia.
Através deste estudo conclui-se que, embora a perceção da existência da Pneumonia seja alta, a consciência da importância da vacinação é baixa, o que leva a uma fraca concretização desta forma de prevenção.

Neste mesmo grupo, apenas 18% afirmou estar vacinado contra a Pneumonia. Uma percentagem bastante inferior à que referiu tomar anualmente a vacina contra a Gripe.
Potencialmente fatal, a Pneumonia traz consequências (muito) graves para o doente. Em Portugal, mata um adulto a cada 90 minutos. Só em tratamentos e internamentos, custa ao Estado uma média de 80 milhões de euros anuais, o equivalente a 218 mil euros por dia.

«As Doenças Respiratórias são um dos maiores desafios do século XXI mas o seu impacto em termos de saúde e socioeconómicos está subavaliado. Estima-se que em 2050, 1/10 da população europeia terá mais de 65 anos, o que significa, entre outros aspectos, que o peso da Pneumonia se fará sentir cada vez mais», continua Isabel Saraiva. «À medida que a população mundial envelhece, o conceito de envelhecimento saudável torna-se mais relevante. As estratégias na área da Saúde estão cada vez mais viradas para a prevenção, e não para o tratamento», acrescenta.

Com o passar dos anos, nosso sistema imunológico fica mais frágil e menos eficiente, o que resulta no aumento da nossa suscetibilidade a doenças infecciosas. Como tal, a faixa etária a partir dos 65 anos está em maior risco de contrair doença pneumocócica. Paralelamente é, também, mais provável que este grupo, quando comparado com grupos etários mais jovens, sofra de uma ou mais doenças crónicas, condições que aumentam exponencialmenteo risco de doença pneumocócica.

O que nos leva à prevenção?
O aconselhamento de um profissional de saúde continua a ser a forma mais eficaz de levar alguém a vacinar-se.
Entre os inquiridos que mostraram ter consciência do que é a Pneumonia, 54% referiu a falta de aconselhamento médico como a principal razão para não se vacinar.
Reforça-se, assim, a importância dos profissionais de saúde e o papel fundamental que têm nos planos de saúde dos seus pacientes.
Já entre os inquiridos vacinados contra a Pneumonia, 90% apontou a proteção da Sociedade, da Família e dos Amigos como principal razão para o fazer.

Como prevenir a Pneumonia?
A vacinação antipneumocócica é a forma mais eficaz de prevenir a Pneumonia. Pode ser feita em qualquer altura do ano e a sua prevenção pode significar a diferença entre a vida e a morte. Está indicada, na União Europeia, para todas as pessoas a partir das seis semanas de vida. Previne, para além da Pneumonia, formas graves da infecção por pneumococos, como a Meningite e a Septicémia, e outras menos graves como a Otite Média Aguda e a Sinusite.
Da prevenção da Pneumonia fazem também parte a vacinação antigripal e a intervenção nos comportamentos de risco, como a cessação tabágica, o consumo moderado de bebidas alcoólicas, a higiene oral, a manutenção de um estado nutricional adequado e o controlo das doenças associadas.

MOVA aposta nas redes sociais
Porque a informação é fundamental para uma boa prevenção, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Pneumonia, o Movimento Doentes pela Vacinação anuncia a criação de uma plataforma online, espaço informativo e interativo a que todos os interessados poderão recorrer para saber mais sobre vacinação, direitos e recomendações.
O lançamento desta plataforma será acompanhado de presença no Facebook. Todos estão convidados a acompanhar e participar no debate.